25 de setembro de 2002

(8{> - Rosinha Não!

Tinha decidido não falar de política no baú. Mas, ameaça talibã é demais pra minha cartilagem.
O Matusalém Matusca teve que voltar para encarar os desmiolados.
Agora vão ver com quantos ossos, se faz uma caveira.


Veja aqui, a briga de foice no escuro.

24 de setembro de 2002

(8{> - O caubói, o jornaleiro e a ninfeta

Sempre que compro cigarros no jornaleiro aqui perto, faço a mesma brincadeira imbecil: Me dá dois maços do caubói morte-lenta aí.
Hoje, quando estava entrando na banca ouvi uma mulher perguntar pra ele:
- Saiu o resultado do nosso concurso?
- Não...não saiu ainda.
- Pô...tô doida pra saber se passei e começar logo a trabalhar.
- Eu também.

O trouxa aqui, interferindo na conversa:
- Que concurso você fez?
- Para auxiliar de necropsia.
- Hmm...me dá dois maços de...Marlboro.
Saí de lá apavorado e com uma imagem na cabeça: o ex-jornaleiro de jaleco branco, com o meu pulmão pretinho na mão, comentando com alguém: “Vendi muita morte-lenta pra esse aqui.”

O que me aliviou um pouco, foi lembrar do que disse a Brooke Shields, numa entrevista sobre a campanha norte-americana contra o tabagismo:
"O tabaco mata. Se você morrer, você perdeu uma parte importante da sua vida"
Tá certo! Qualquer um que fuma deve ser mais estúpido do que ela. Mas, não tenho nenhuma dúvida que ela era muito melhor embaixo d’água

23 de setembro de 2002

(8{> - Em posição, senhor Spock!

Ontem fiz uma ressonância magnética da coluna: o revestimento está caindo aos pedaços.
Quem já fez sabe que os caras nos enfiam num tubo apertado e despacham para dentro de uma máquina infernal - só falta botar etiqueta no dedão.
Estou acostumado com sarcófagos pequenos, mas escutar um monte de alarmes tocando e não poder sair correndo, é dose. Achei que ia ser tele-transportado para o piscinão de Ramos.
Aparecer por lá, vestindo um camisolão ridículo daqueles, é pedir pra tomar uns cascudos.